|
Acervo composto
inicialmente por 15 telas de grande formato (1,95 X 1,30 m) pintadas em
técnica mista (acrílico, pigmentos e encáustica emulsionada) pintadas
pelo artista em seu retorno ao Brasil, entre 1987 e 1992.
A exposição das obras ocorreu no SESC da Esquina (Curitiba-PR) em 1990 e na Universidade São Francisco de
Bragança Paulista. A apresentação foi feita pela crítica de arte Marlene
de Almeida (Revista Galeria).
Algumas obras foram expostas em Montreal (Canadá) no lançamento da
Agend´Art Internationalle, na Harrison Galleries.
|
 |
Pescador
coleção Dr. Eugênio Mussak, 1987.
O pássaro dourado, intitulado pelo
artista "pássaro da liberdade" foi pintado com aglutinante
orgânico e gliter, recebeu uma camada prematura de verniz.
Durante a exposição da obra, em Curitiba, o pássaro da liberdade
começou a apresentar putrefação, por esta questão técnica.
Coincidentemente, aconteceu o acidente com o Césio 137, em Goiânia, no
mesmo período. |
 |
Lavrador
Chico Anísio fez uma crônica que
vai de encontro ao tema deste quadro, em seu quadro semanal no programa
Fantástico, enquanto o quadro estava exposto, em Curitiba.
Coleção do Banco Banestado.
1987. |
|
|
|
Sonho
Acrílico e encáustica s/ tela.
1,60 X 1,30 m - 1992.
Coleção
Max Veille, Curitiba (PR).
|
Cristo
1,60 X 1,30 m, acrílico sobre tela. 1990
Coleção Rogério Kffuri, Curitiba (PR).
Este Cristo tem os braços em forma de suástica, alusão do artista ao
silêncio de grande parte da Igreja diante do holocausto.
|
Os personagens das telas deste período parecem,
frequentemente, apertados dentro do espaço. Formado como afresquista pela
Ensb-A de Paris, o artista estava preparado para atuar na pintura
monumental, porém em começo de carreira, dedicava-se ao desenho de
retratos e à pintura de telas em formatos menores do que desejava realizar.
Os personagens querendo sair da tela, uma insurreição da pintura contra o
tamanho do chassis, fazem alusão ao indivíduo, que se sentia
"emoldurado" pelos limites impostos pela sociedade. |
 |
Violinista
Coleção família Veille
1990.
Enquanto o Violonista toca seu instrumento, toca os seios de sua musa, a
música. |
|
Pescadores
Tríptico.
O tema desta obra é a busca pela subsistência. O constante trabalho dos
pescadores, puxando a rede recebem, no personagem da esquerda, um touro.
É uma referência ao homem domando à si próprio. No personagem da
direita, um burrinho corre atrás da cenoura, apresentada pelo próprio
pescador.
O estudo desta tela foi iniciado na França, durante o
período em que o artista ainda era estudante, na Beaux Arts de Paris.
Orientado por Pierre Alechinsky (grupo Cobra), Sérgio trabalhou nesta
tela em Curitiba, enquanto retratava a sociedade Curitibana, no Shopping
Mueller, no início de sua carreira.
Coincidentemente, a última tela pintada por Teodoro de Bona, no mesmo
período, tinha o mesmo tema.
Acrílico e encáustica s/ tela. 1,95 X 3,23 m 1985/90.
Coleção família Ledain Simic. Montreal,
Canadá.
|
|
 |
|
Jaime Lerner (na época, Prefeito
de Curitiba), a escritora
Anita Zippin e Sérgio Prata, no Teatro Guaíra, diante de tríptico "Pescadores". |
|
 |
Narciso
Acrílico e encáustica a frio s/ tela.
1,95 X 1,30 m - 1990.
Coleção particular
da família dos pilotos de automobilismo
Paulo de Tarso e Tarso Marques, Curitiba (PR).
Obra editada em Montreal, Canadá, na Agend´Art internationalle de 1998. O
segredo da vida não é deixar de lado o narcisismo, e olhar o outro?
Enquanto Narciso se olha, se esvazia, num mar de ilusões.
O personagem oriental à direita é uma alusão ao poeta Paulo Leminsky,
que o artista conheceu em Curitiba, logo que chegou ao Brasil.
|