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Projeto de arte sacra para a Igreja Jesus Divino Mestre

Por iniciativa do Pe. André Mariano Flavio, pároco da paróquia São João Batista, o artista Sérgio Prata iniciou um projeto de arte sacra para a Igreja Jesus Divino Mestre.
O projeto prevê a pintura de um painel mural tendo como tema a DEISIS tradicional, sendo retratados Nossa Senhora, São João Batista e os arcanjos Gabriel e Miguel.
No centro, o Cristo Pantocrator, representado da forma tradicional, com os quatro evangelistas nos quatro cantos da mandorla.
Com cerca de 30 metros quadrados, os personagens do painel são pintados separadamente, no atelier do artista, e serão instalados no local utilizando a técnica da marouflagem, sendo os fundos pintados no local.
Inauguração do painel prevista para a celebração do Natal de 2015.

 

Marouflagem: a técnica escolhida para executar esta obra.

Cada personagem é pintado no atelier, e marouflado sobre a parede da Igreja.
O fundo de pintura será pintado na Igreja, após a marouflagem (colagem com cola reversível e camada de intervenção entre o suporte e a obra pintada) dos personagens.
Benefícios desta técnica: permite que o artista trabalhe em seu próprio atelier, reduzindo o custo com viagens e estadia no local.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TEOLOGIA DA IMAGEM - DEÍSIS

"Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo" (Jo 10,9). Inspirados nesse texto, os cristãos colocavam o rosto de Cristo sobre as portas das Igrejas. Mas o mesmo espaço da Igreja é simbólico: é o lugar para os eleitos do Pai. O rosto de Jesus sobre a entrada principal assumiu o aspecto de juiz que separa os que podem entrar dos que deveriam permanecer fora. De fato, nas Igrejas antigas, estava o nartex, um pátio para os pecadores públicos e para os não batizados. É o mesmo motivo que encontramos a propósito das representações do juízo final nos muros das catedrais.
Nas Igrejas bizantinas há uma porta: a “porta real” no centro da iconóstase, a parede que separa o espaço dos fiéis do santuário do altar, símbolo do céu. Também sobre essa porta aparece a figura de Cristo entre os Santos. Mas estes já não julgam, oram ao soberano celestial na glória. A imagem se chama por isso deisis, oração. Para os que raciocinam de forma demasiado analítica, o modo em que os anjos e os santos podem colaborar no domínio universal de Deus e do Cristo constitui sempre um problema. O Ícone mostra que essa colaboração tem lugar mediante a oração – deisis.
Há anjos, apóstolos, profetas. Suas filas se alongam ou se encurtam. Não se leva em conta a cronologia de suas vidas terrestres: estão mais perto de Cristo aqueles cuja oração é considerada mais potente. Portanto, não faltam nunca a Virgem e São João Batista, o maior dos nascidos de mulher (Mt 11,11). Estes deveriam ser, segundo um teólogo oriental atual, símbolo do feminino e do masculino, dois protagonistas por excelência nos quais as capacidades humanas condicionadas por estruturas fisiológicas distintas, em união com Cristo encontram sua melhor espiritualização. Mas no contexto bíblico representam as linhas essenciais da antiga lei que convergem na formação de Cristo, a tradição do povo de Deus e a sacerdotal.

A Igreja na nova lei, Corpo Vivo de Cristo, vive e quase respira com estes dois pulmões: a oração do povo e a dos sacerdotes. Embora no Ícone ambos apareçam no mesmo nível e o sentido comum cristão atribua uma força maior à oração da Virgem, não se deve ver uma diminuição da fé para o que é sacramental, mas ao contrário, o cumprimento daquilo para o qual os sacramentos foram instituídos por Cristo: a edificação da Jerusalém celestial, representada pela parte da Igreja que está além da Iconóstase, o santuário. Aqui, no final dos séculos, aparecerá no seu esplendor, o sacerdócio real de todos os fiéis. A oração é infalível se está perfeitamente identificada com a oração de Cristo. Nos sacramentos essa privilegiada identificação como dom de Deus dado à Igreja peregrina é o que constitui o objeto, a primícia do que sucederá ao final dos tempos para todos os crentes. E isto se cumpre, já, agora, na Mãe de Deus, assunta no reino de seu Filho.
Às vezes mudam ligeiramente os gestos das mãos dos orantes na deisis. Elevam pedindo, extendem-se para frente como se já recebessem, indicando a Cristo como se dissessem: só Ele distribui as graças. A oração é um ato vital que une em si muitos e distintos aspectos de nossa relação de diálogo com Deus. As mãos são, por sua natureza, um instrumento do gesto, capazes de expressar silenciosamente o que às vezes os lábios não conseguem expressar. Por esse motivo usam-se espontaneamente na oração. O orante é alguém que indica Aquele ao qual se dirige sua oração. A oração nos esvazia do egoísmo, dando lugar para Aquele ao qual oramos. Por isso as figuras estão inclinadas, humildes, porque encontram seu verdadeiro centro no Outro, no Senhor. A oração é um aprofundamento do rastro de nossa verdade no coração: a dos seres de relação, do diálogo. O homem é um ser orientado, voltado para Deus. Quem reza revela essa verdade.

 

 

 

 

 

A pintura da Deísis foi inaugurada pelo Padre André Mariano Flávio, na missa do Natal de 2015.
No sábado dia 26 de dezembro de 2015, as 17h30, Dom Vicente Costa, Bispo da Diocese de Jundiaí celebrou missa inaugural da Igreja recém-reformada.

 

 
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