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O livro "Anatomia Artística"
foi lançado em 2000, com o apoio da Lei Municipal de Incentivo
à Cultura do Município de Curitiba (PR), declarado Capital Cultural das
Américas em 2003.
Durante a elaboração deste livro, o artista trabalhou em parceria com os
anatomistas Dr. Ercílio Benedito (orientação), Dra. Denise Yasbek
(orientação e correção anatômica), entrevistou o Dr. Liberato Diddio,
reconhecido como um dois mais consagrados anatomistas do Brasil.
Ao mesmo tempo, desenhou, no laboratório de anatomia da USF, as peças
anatômicas que ilustraram o livro de sua autoria.
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Trecho da introdução do livro
Anatomia Artística:
A anatomia humana
apresenta variações entre indivíduos, segundo as idades, raças, sexo e
biótipo. É um vasto universo a ser descoberto pelo artista. Podemos
esquecer o nome de cada músculo ou região óssea, mas não devemos
esquecer a realidade física do corpo inerte ou em movimento, para representá-lo
artisticamente.
A anatomia artística é uma das bases do “tripé do conhecimento artístico
figurativo” ou seja, é um dos conhecimentos básicos na formação de um
artista figurativo, ao lado do estudo das técnicas e da composição. O
pintor que não deseja realizar obras figurativas, pode escolher as
texturas, a abstração, as cores, as paisagens, como tripé para manter sua
obra em pé. Mas deverá, assim mesmo, estudar profundamente o tema que
pretende representar, para alcançar a maestria.
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Pernas - vista posterior
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Observando a evolução da história da arte, compreendemos que não existe
uma linha progressiva e contínua, onde os artistas teriam evoluído na
compreensão e representação da anatomia (e também em outras matérias,
como perspectiva e técnica). Ocorreram oscilações em épocas diversas,
quando os artistas tiveram maior ou menor interesse na representação anatômica
e, suponho, conhecimento desta matéria. Para ilustrar este fato, vale
lembrar que a estética Bizantina, onde a realidade anatômica é deixada em
segundo plano, é posterior à Arte
Grega e Romana, que atingiu altos níveis de compreensão e representação
do corpo humano, representados nos baixo-relevos e esculturas.
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A anatomia
acompanha o homem há milhares de anos; existem descrições anatômicas em
textos antigos, como no evangelho de São Lucas da Bíblia, e na Ilíada de
Homero. Dante Alighieri descreve a “anatomia do diabo” na Divina Comédia, e
Cervantes utiliza termos anatômicos em Dom Quixote. A anatomia acompanha a
civilização, desenvolvendo-se ao lado do conhecimento do corpo humano.
A Medicina surge no Egito, no período 2700 - 2200 a.C. através dos
antigos médicos e cirurgiões dos Faraós, mesclada com a magia, ocultismo e
crenças em divindades.
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Dorso
- vista posterior.
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Os corpos dos faraós eram embalsamados e suas vísceras
guardadas ao lado de seu sarcófago, para a vida futura.
Herófilo, 335 a.c -280 a.C., médico e anatomista grego da região onde se
situa atualmente a Turquia, é considerado por muitos, como sendo o
“Pai” da Anatomia. Seus escritos foram traduzidos por Galeno, porém,
boa parte deles se perdeu na destruição da biblioteca de Alexandria.
Galeno, por cerca de 201-131 a.C., realizou estudos a partir de dissecações
de animais e deixou uma das primeiras obras de estudo de Anatomia e
Fisiologia, utilizada durante centenas de anos. Foi considerado como o “Príncipe”
da Anatomia, e deixou muitos seguidores. |
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A dissecação humana era um tabu nas sociedades antigas e medievais até
que, no início do século XV, algumas universidades Italianas permitiram
que seus médicos de maior credibilidade e pessoas imunes ao comentários
gerais, promovessem dissecações públicas de criminosos executados,
atraindo grande público.
Durante o Renascimento, “Artista” era uma designação atribuída
somente aos seres dotados não somente de grande adestramento da mão e
conhecimentos dos materiais artísticos mas, também, de conhecimentos em
matérias diversas. Para se transformar uma criança talentosa em um grande
artista, era necessário muito estudo, adestramento da mão, do olhar e do
intelecto, trabalho e sensibilidade.
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Leonardo da Vinci, nascido em 15 de abril de 1452, em Vinci, Itália, é quem
melhor se enquadra na definição renascentista de “Artista”, por ter sido
mestre em matérias tão diversas quanto matemática, botânica, arquitetura,
física, geometria, aerodinâmica, música, pintura, desenho, anatomia e
outras. Realizou estudos anatômicos, unificando o conhecimento anatômico
obtido através da dissecação ao conhecimento da representação artística,
focalizando os detalhes da forma externa do corpo humano. Em 1495, abandonou
seus estudos anatômicos, para retomá-los em 1508-10, iniciando uma nova
metodologia de investigação, registrando o que via, e depois, a função da
estrutura, observada através da dissecação. Foi o primeiro a perceber que os
órgãos internos deveriam ter uma função. Da Vinci tinha a intenção de
publicar um tratado científico de anatomia e, para isso, executou 600 folhas
contendo milhares de desenhos. |
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Durante sua
empreitada, foi acusado de sacrilégio, seqüestro e dissecação ilegal de
cadáveres, por um alemão, provavelmente enciumado. Foi impedido de
praticar atividades anatômicas pelo Papa Leo X.
Impossibilitado de continuar a trabalhar na Itália, mudou-se para a sua última
residência, o Clos-Luce, em Blois (região do Rio Loire), vivendo sob os
auspícios de François I, na França.
Morreu quatro anos mais tarde e,
somente muitos anos após, seus desenhos anatômicos tornaram-se conhecidos,
colaborando com o avanço da Medicina e a Arte.
Por essa razão, até o início do século XVI, ainda não existia uma ciência
anatômica claramente definida.
Saiba mais
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PROCEDIMENTO PARA COMPRA DO LIVRO |
VÍDEO: PRATA DESENHA UMA
MODELO
Desenho de modelo vivo, com explicação de construção da anatomia
artística. |
Entrevista
com Claudete Troiano, desenho da figura humana.
Parte 1.
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Entrevista
com Claudete Troiano.
Parte 2.
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APRENDA DESENHO DA FIGURA HUMANA NO
ATELIER PRATA
Maiores informações por
e-mail
artista@sergioprata.com.br
ou telefones: (11) 9597-0275 (11) 4035-2057 |