Em outubro de 1996, Sérgio Prata aglutinou cera de abelha emulsionada e pigmentos fosforescentes e criou uma nova tinta, muito resistente, que lhe permitiu pintar na obscuridade total, a face do santo Sudário, sobre o peito do Pantocrator, da abside da Igreja Santa Terezinha em Bragança.
Com esta encáustica fosforescente fez suas primeiras obras bifásicas (exposições Contrastes e Fosforescências), onde apreciamos uma pintura sob a luz do dia e outra na obscuridade.
Após mais algumas pesquisas, Prata desenvolveu a técnica trifásica, criando obras que apresentam três pinturas diferentes que podem ser observadas na luz
natural, sob luz ultravioleta e no escuro total após uma carga de luz.

Na foto acima, vemos as 3 situações da mesma tela, nos primórdios da técnica trifásica. 1997.

Na
primeira tela trifásica, vemos três cenas: São Sebastião ferido amparado por Irene, na visão diurna. Na visão noturna, uma mulher aparece. Na visão ultra-violeta, surge o homem. Coleção particular.

Madonna, 1997. Coleção particular, família di Cola. Conheça a história desta pintura trifásica.

Pintura trifásica de coleção particular de Peter e Ana Maria, iconógrafos Romenos residentes em Kalampaka, Grécia. 2008.
Entrevista concedida durante a Exposição "Trifásicas".

As pinturas trifásicas receberam prêmio na Bienal Internacional do México.

Obras trifásicas. Animação com as três visões: luz normal, obscuridade e ultravioleta.


Quando apagamos a luz, vemos a tela forsforescente.

O artista pinta no escuro, com o auxílio de uma luz ultravioleta.
Atenção: caso tente utilizar esta técnica, proteja a pele, com protetor solar, e os olhos, com um óculos de lentes protetoras contra raios ultravioletas.

Pintura do altar da Igreja Nossa Senhora Aparecida.

O artista protege seus olhos contra os raios ultravioletas, durante a pintura com a luz negra.

Foto: André Prata |